Com que corpo eu vou?

Não é de hoje que o ideal de beleza de corpos magérrimos e inatingíveis imposto pela mídia e pela indústria da moda tem sido questionado e posto em cheque. Mas nos últimos anos, principalmente com a disseminação de blogs, do Instagram e outras ferramentas digitas que estimulam a diversidade, a questão ganhou força e relevância para o mercado de moda.
“A beleza pode estar nos olhos de quem vê, mas sempre haverá uma certa pressão sobre homens e mulheres para que tenham uma determinada aparência”, diz Sam Langley-Swain, gerente de Marketing e Criação da agência Green Room Retail. No entanto algo está começando a mudar. Se antes as mídias especializadas nos ditavam como deveríamos ser e parecer e isso era absorvido e desejado sem questionamentos, hoje, são as pessoas “normais” que estão dizendo como querem ser representadas. Marcas tem sido impulsionadas a buscar uma imagem de ideal de beleza mais próxima do “real” para se comunicar com seu o consumidor.
Um movimento não tão novo, que começou lá na década de 80 com as campanhas a favor da diversidade da Benneton, se desdobrou em outras frentes e hoje levanta uma bandeira do “seja você mesmo”. Nos últimos anos pudemos observar marcas que trocaram suas top models por “pessoas comuns” ou pelo menos mais parecidas com pessoas como eu e você: gordinhas, tatuados, anônimos estampam campanhas que nos dizem: sinta-se bem com seu corpo e seja quem você quer ser!

E como era de se esperar a busca pela “normalidade” chegou às lojas! Não só na busca por medidas mais próximas do real, mas também por diferentes afinidades estéticas.
No inicio deste ano, por exemplo, a American Apperal causou reboliço ao exibir em suas vitrines de NY manequins com pelos pubianos avantajados. Segundo um porta voz da loja a intenção era exprimir a “naturalidade e a realidade da sexualidade” (tradução livre).
A loja de departamento sueca Ahléns também ganhou visibilidade nas redes sociais por usar manequins “com proporções reais” na sessão de lingerie evocando uma sensualidade possível.
Para citar outros exemplos temos a campanha da Pro Infirmis – organização de apoio a deficientes – que, no dia internacional da pessoa com deficiência, montou as vitrines da principal rua de Zurich com manequins que reproduziam pessoas com diferentes deformidades. (assista ao vídeo no final deste post, vale muito a pena!). Além da coleção “Ugly”, da Hans Bootd manequins, que reproduz homens comuns com uma pitada de humor!
Mas também existe um lado um pouco assustador.Na Venezuela um fabricante de manequins – Eliezer Alvarez – reproduziu mulheres cirurgicamente modificadas, com seios e nádegas avantajados e com cinturas mínimas, para se aproximar do ideal buscado pelas mulheres locais. Na minha concepção o resultado é um pouco chocante!

Enfim, manequins “pluz size” ou com corpos “reais”, com características étnicas, tatuados ou com corpos “cirurgicamente modificados” já são realidade e a tendência é crescente. É muito provável que iremos observar uma diversidade de “manequins reais” ainda maior no futuro.
E você, o que acha? Divida sua opinião com a gente!

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