os novos consumidores sem idade

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por Ariela Ranielly

Imagine uma pessoa com 70 anos? Provavelmente visualizamos um senhor lendo jornal na cadeira de balanço ou uma senhora de roupas confortáveis tricotando, ambos pouco ágeis e muitas vezes já com a saúde debilitada. Ok. Posso ter exagerado um pouquinho, mas pelo menos é assim que me recordo dos meus avós. De qualquer forma estamos acostumados a imaginar pessoas com idade mais avançada como sendo pouco produtivas, dependentes e descuidadas com a aparência. Isto acontece porque é comum que nossa sociedade nos diga qual o comportamento deve ser adequado para cada faixa etária: na adolescência somos ousados, enérgicos e desbravadores; quando adultos temos que ser responsáveis e sérios e ao envelhecermos devemos nos “aposentar” – do trabalho e da vida.

Mas… Espera um pouco! Não é o que temos visto acontecer nos últimos anos. A expectativa de vida da população mundial aumentou muito nas últimas décadas e os avanços da medicina nos permitiu envelhecer com muito mais saúde e disposição. A geração que hoje está chegando aos 60 anos – conhecida como baby boomers – está redefinindo o conceito de envelhecimento ao assumir uma postura muito mais produtiva, assimilando no seu dia a dia o uso de novas tecnologias, valorizando o entretenimento e priorizando soluções criativas que atendam suas necessidades. Características, aliás, muito próximas às atribuídas aos jovens Millennials. Vivemos em uma sociedade na qual a idade não representa nada mais além de um número.

Dentro da emergente Flat Age Society, ter um comportamento jovem deixou de estar associado a determinado período da vida. Ser jovem é um estado de espírito. Consequentemente o culto a juventude começa a não fazer mais sentido. Isso fica evidente em inúmeras campanhas de moda que recentemente trocaram a ideia de beleza associada à rostos juvenis pela personalidade marcante de modelos entre 60 e 80 anos.

Fica claro que marcas terão que oferecer novas experiências de consumo e novos modelos de negócio devem surgir para entender e atender esse novo target.  Será preciso repensar espaços, design, atendimento, produtos e serviços.

Segundo um estudo publicado no blog da agência Bulletproof marcas que estão obtendo sucesso em atender as duas gerações simultaneamente têm em comum as seguintes características:

1. Priorizam o design
– Os chamados “flat agers” são motivados por design de qualidade.
– Millennials procuram uma razão para gastar parte do dinheiro que ganham – um design de qualidade vai colocar sua marca a frente dos concorrentes.

2. Promovem facilidade de uso
– Flat agers querem que a vida seja descomplicada.
– As redes sociais deixaram os Millennials preguiçosos – quanto mais fácil melhor.

3. Usam fontes maiores
– Flat agers podem ter menor qualidade de visão – fontes grandes são mais fáceis de ler.
– Millennials são obcecados pela Helvetica e estão constantemente buscando por alternativas maiores e mais chamativas.

4. Levam em conta a sofisticação do consumidor
– Flat agers procuram por produtos de qualidade que atendam suas percepções refinadas.
– Millennials vão procurar online comentários que garantam o destaque dos produtos.

 

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Saiba mais: O futuro da moda é livre de rótulos;Estudo revela novos hábitos de consumo

 

 

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