O propósito do Visual Merchandising

proposito-visual-merchandising

Por Ariela Ranielly

Em um tempo que se fala tanto sobre a importância de se encontrar um propósito para a vida, marcas e negócios, acho importante (pensar) falar sobre o propósito daquilo que fazemos. Esse texto tem um cunho bastante pessoal, mas acredito que nos ajude a refletir sobre uma questão maior.

Há alguns anos temos refletido sobre as consequências de um consumo exacerbado (que pode ter feito sentido em algum momento da história, mas não faz mais) e como é possível manter a economia saudável desacelerando esse ciclo nocivo ao planeta. Depois de muito ter, começamos a pensar mais no ser e isso tem afetado massivamente a maneira como nos relacionamos com espaços de consumo. Começamos a valorizar mais a experiência, a inovação e a autenticidade. O acesso à informação e à tecnologia afetaram nossa percepção de mundo e nossas relações (pessoais, profissionais e de consumo). Neste cenário, (ter) encontrar um propósito – que indique seu lugar no mundo e sua contribuição para a comunidade, ou seja, que considere o todo e não só o indivíduo – se tornou algo prioritário.

Sempre me questionei sobre o porquê de fazer o que faço e como poderia contribuir para uma sociedade melhor através disso. O que sempre me pareceu contraditório, uma vez que a principal função do Visual Merchandising, a meu ver, era fazer marcas venderem mais (aliás, o título do curso que oferecemos faz essa referência: Visual Merchandising para Vender Mais). Sendo assim, como contribuir para uma sociedade melhor, se o que faço estimula o consumo (em volume) e hoje discutimos e refletimos tanto sobre os males e consequências do consumismo? Bom, essa sempre foi uma questão inquietante pra mim.

No entanto, após anos de trabalho e muita reflexão sobre o assunto, cheguei a algumas conclusões que me fazem ficar em paz com a profissão que escolhi e que me apontam direções para contribuir de forma eficiente com o varejo e com a comunidade da qual faço parte.

Faça com amor e o fruto será benéfico:

Isso vale para qualquer coisa na vida. Acredito na reciprocidade e quando depositamos energia positiva naquilo que fazemos atraímos coisas boas e construímos em torno de nós um ciclo virtuoso que impacta positivamente o ambiente a nossa volta. Todo trabalho que desenvolvo é pensado com cuidado e amor para que meu cliente possa captar e replicar essa energia para a sua equipe e para o seu negócio. Pode parecer conversa tola, mas, olhando para trás, percebo que hoje colho os frutos das relações que construí com essa energia ao longo da minha trajetória.

Visual Merchandising para Vender Mais Melhor:

Visual merchandising é sobre verdade. É sobre apresentar o real valor de um produto explorando suas principais características da melhor forma possível. É torná-lo visível e desejável por aquilo que ele realmente é. Visual merchandising não serve apenas para vender mais, mas também para vender melhor, favorecendo a experiência do cliente, criando engajamento e ajudando o varejo a evoluir. Claro que números são importantes para manter um negócio saudável, mas a partir do momento que pensamos mais no qualitativo e menos no quantitativo entendemos que bons resultados refletem um lucro justo, uma relação construtiva com a sociedade e a consciência de que (hoje) marcas são mais do que depósitos de produtos: são importantes veículos de comunicação e transformação social.

Evoluir através do conhecimento:

Educar é empoderar. Ao fundar a WhatEver nunca tive dúvidas de que um dos pilares da empresa seria a educação. Levar informação de qualidade a pequenos empresários (assim como eu) é ajudar a conscientizar e a fortalecer nosso mercado. É dar oportunidade de crescimento e autonomia para quem gera emprego e transforma sua comunidade. Sem dúvida descobri que está é uma ferramenta de transformação social no meu negócio (o que me enche de orgulho, confesso).

Assim, entendo que meu propósito (e consequentemente o WhatEver, pois não consigo desassociar as duas coisas) é colaborar, empoderar e inspirar melhores práticas. É pensar espaços comerciais como organismos vivos, em constante transformação e ajudar a transformá-los em lugares de experiências que envolvem pessoas e contam histórias.

.

.

Ariela Ranielly é fundadora e Diretora Criativa da WhatEver Varejo Criativo. Saiba mais.

.

.

Gostou do texto? Então curta, comente, compartilhe. Só não se esqueça: esse conteúdo é autoral e elaborado com muito carinho por nós para você, então caso queira usá-lo fique a vontade só não se esqueça de atribuir os devidos créditos, combinado?!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s